"A verdadeira arte está no som da adoração".(Jamicielle) Que as bençãos de Deus sejam derramadas sobre ti... ^.^

Pesquisar este blog

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Ensino da Língua Portuguesa

Quando uma criança entra na escola, ela já entra sabendo falar, então o professor vai utilizar o método de ensino para aquela determinada criança; existem dois métodos, no qual são utilizados dependendo do determinado país, estado ou cidade; que é o método fônico e o método construtivista, sendo que este é utilizado na formação da criança pelo processo que já conhecemos, no qual as nossas escolas a executa; temos também o método construtivista, a criança irá aprender através daquilo que já conhece, ou seja, utiliza-se de seus conhecimentos prévios, dificilmente vê-se executando esse método, é um método excelente de alfabetização, mas não muito utilizada no Brasil. O que acontece com o ensino da língua materna é o mesmo caso, pois há uma forma de ensino que os alunos irão aprender e desenvolver seus conhecimentos, mas é aquele caso, de que o aluno não quer ler porque não tem tempo, por causa do trabalho; a maioria dessas desculpas vem dos alunos que estudam a noite, então os professores devem rever melhor seus conceitos quanto a isso, pois se continuar assim ninguém mais vai querer ler, escrever, ou quem sabe fazer uma faculdade de Letras, por isso que o ensino da Língua Portuguesa no Brasil está deplorável, pois os nossos alunos não estão interessados em saber gramática, interpretação de texto, literatura, entre outros assuntos que adentra nessa disciplina; a leitura e a escrita não está sendo mais valorizada pelos alunos e o corpo docente não está agindo da forma que deveria agir (sendo que não são todos os docentes da área), que é o fato de cobrar a cada discente o gosto pela leitura e escrita, pois eles querem ler somente aquilo que não trará nenhum tipo de feedback no futuro. Os alunos do Ensino Fundamental e Médio, independentemente de suas idades querem usufruir daquilo que é de seu interesse, como é o caso dos livros atuais que já tem filmes, assim ele acham mais fácil de entender e mais interessante do que ler um livro, por exemplo, do José de Alencar ou Machado de Assis. Outro fato também bastante discutido, em relação ao ensino da língua materna, é o fato de todos terem seu dialeto, então um docente não pode chegar a uma sala e querem mudá-la para que falem somente uma só língua, mas não é assim que acontece, pois os nossos alunos vem de famílias diferente, uma sociedade diferente; não podemos esquecer que muitas palavras que antes não consideram formais, hoje fazem parte do nosso vocabulário; tomamos como fonte: a internet que apresenta uma infinidade de vocabulários que as crianças, adolescentes, jovens e até os adultos estão falando; é um vício que deve tomar muito cuidado, pois a grande preocupação quanto a estes alunos, é que eles acabam esquecendo que aquilo aprendido na internet não é utilizável em um momento propício, como os vestibulares, uma redação na escola, o Enem e outros casos, por isso que a função do professor é não deixar que isso ocorra dentro da sala de aula, é aceitável que seja trabalhado com eles vocabulário, trabalhar texto, no qual eles estarão desenvolvendo a prática da leitura e da escrita, fazendo resumos e também estarão aprendendo à gramática que é um assunto não muito interessante da parte dos discentes. O professor que tem didática ele conseguirá com certeza prender a atenção dos educando e fará com que eles aprendam e passem a ler livros não por obrigação, mas por prazer.

Jamicielle Matil dos Santos


A Importância do ato de ler

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 23 ed. São Paulo: Cortez, 1989.

Resumo: o autor Paulo Freire fala em seu livro “a importância do ato de ler” sobre a questão da alfabetização, pois quando uma criança entra na escola para aprender a ler e escrever ela já traz consigo uma leitura de mundo (às vezes bem grande) e ao aprender a ler, aquilo aprendeu ao longo da infância passa como um filme na cabeça, lembrando e aprendendo a cada dia mais, ele também fala sobre a “palavramundo” que é uma forma de aprendizagem; quando estamos numa fase de aprendizagem mais avançada, muitos professores querem nos cobrar a memorização e não o aprendizado, pois a forma que é ensinada nos leva a este ato, esta também uma questão comentada por Freire; outro assunto que ele fala é que há a distinção entre um indivíduo alfabetizado e um analfabeto, pois quando um alfabetizado vê um objeto ou o pega, ele irá fazer um relatório completo daquele objeto, já o analfabeto irá dizer apenas o que é o objeto, poderá senti-lo, mas não escrevê-lo. Freire faz um discorrimento sobre o ato da leitura, pois ele deixa bem claro que para você ler e saber bem a palavra, você precisa ter uma leitura de mundo, ele fala sobre a alfabetização de adultos, no qual para ter êxito no ensinamento há de fazer uma relação daquilo que é do cotidiano da pessoa, assim, em cima daquilo que fora recolhido do alfabetizando irá ensiná-lo de acordo com o que é de seu convívio, essa é uma forma de ensinamento, no qual se dá pelo nome de método construtivista, e também há o método fônico que é utilizado nas escolas para a alfabetização das crianças, no qual temos o famoso alfabeto; então esse processo de decodificação ocorre muito nas nossas escolas e é isso que tem que ser cobrado de nossos alfabetizandos para que assim eles tenham uma alfabetização de grande proveito e não aprendam ler por ler, mas sim ler para ampliam seus conhecimentos de mundo.

Palavras-chave: Alfabetização. Leitura de mundo. Escola.



sexta-feira, 24 de maio de 2013


Formação de professores diante do letramento digital

Quando se diz que os professores devem ser letrados digitais, essa afirmação se baseia em uma definição restrita ou ampliada? Refere se à possibilidade de acesso a esses instrumentos ou ao domínio de capacidades básicas para o seu uso? Acesso e uso instrumental fazem-se importantes, mas não atingem o que se espera, de fato, dos professores. Tenho observado, por meio de nossas pesquisas, que escolas equipadas com computadores e acesso à internet e professores egressos de cursos básicos de informática educativa não têm sido suficientes para que se integrem os recursos digitais e as práticas pedagógicas. Se o desejável é que os professores integrem computador-internet à prática profissional, transformando-a para melhor inseri-la no contexto de nossa sociedade marcada pelo digital, é preciso ir muito além. Os professores precisam conhecer os gêneros discursivos e linguagens digitais que são usados pelos alunos, para integrá-los, de forma criativa e construtiva, ao cotidiano escolar. Quando digo integrar é porque o que se quer não é o abandono das práticas já existentes, que são produtivas e necessárias, mas que a elas se acrescente o novo. Precisamos, portanto, de professores e alunos que sejam letrados digitais, isto é, professores e alunos que se apropriam crítica e criativamente da tecnologia, dando-lhe significados e funções, em vez de consumi-la passivamente. O esperado é que o letramento digital seja compreendido para além de um uso meramente instrumental.


FONTE: 

Maria Teresa Freitas
Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); Professor associado II da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). E-mail: mtl@acessa.com


Conjunção
As conjunções são vocábulos de função estritamente gramatical utilizados para o estabelecimento da relação entre duas orações, ou ainda a relação dois termos que se assemelham gramaticalmente dentro da mesma oração. As conjunções podem ser de dois tipos principais: conjunções coordenativas ou conjunções subordinativas.

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
Conjunções coordenativas são os vocábulos gramaticais que estabelecem relações entre dois termos ou duas orações independentes entre si, que possuem as mesmas funções gramaticais. As conjunções coordenativas podem ser dos seguintes tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.

Conjunções Coordenativas Aditivas
As conjunções coordenativas aditivas possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função gramatical, ou ainda adicionar uma oração à outra de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas gramaticais são: e, nem.
Exemplos: Todos aqui estão contentes e despreocupados; João apeou e deu bons-dias a todos; O acontecimento não foi bom nem ruim.

Conjunções Coordenativas Adversativas  
As conjunções coordenativas adversativas possuem a função de estabelecer uma relação de contraste entre os sentidos de dois termos ou duas orações de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, contudo, no entanto, entretanto, porém, todavia.
Exemplos: Não negou nada, mas também não afirmou coisa nenhuma; A moça deu a ele o dinheiro: porém, o fez receosa.

Conjunções Coordenativas Alternativas
Conjunções coordenativas alternativas são as conjunções coordenativas que unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da outra oração. As conjunções coordenativas alternativas são: ou (repetido ou não), ora, nem, quer, seja, etc.
Exemplos: Tudo para ele era vencer ou perder; Ou namoro a garota ou me vou para longe; Ora filosofava, ora contava piadas. 

Conjunções Coordenativas Conclusivas  
As conjunções coordenativas conclusivas são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime conclusão o consequência. As conjunções coordenativas são: assim, logo, portanto, por isso etc...
Exemplos: Estudou muito, portanto irá bem no exame; O rapaz é bastante inteligente e, logo, será um privilegiado na entrevista. 

Conjunções Coordenativas Explicativas
Conjunções coordenativas explicativas são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As conjunções coordenativas explicativas são: porque, que, pois, porquanto.
Exemplos: Não entrou no teatro porque esqueceu os bilhetes; Entre, que está muito frio.

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
As conjunções subordinativas possuem a função de estabelecer uma relação entre duas orações, relação esta que se caracteriza pela dependência do sentido de uma oração com relação a outra. Uma das orações completa ou determina o sentido da outra. As conjunções subordinativas são classificadas em: causais, concessivas, condicionais, comparativas, conformativas, consecutivas, proporcionais, finais e integrantes.

Conjunções Subordinativas Causais
Conjunções subordinativas causais são as conjunções que subordinam uma oração a outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina. As conjunções subordinativas causais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que, visto que, por isso que, etc.
Exemplo: Os balões sobem porque são mais leves que o ar.
Conjunções Subordinativas Comparativas

Conjunções subordinativas comparativas são as conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por meio da comparação ou confronto de ideias de uma oração com relação a outra. As conjunções subordinativas comparativas são: que, do que (quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual (quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como).
Exemplos: Aquilo é pior que isso; Tudo passou como as nuvens do céu; Existem deveres mais urgentes que outros. 

Conjunções Subordinativas Concessivas
Conjunções subordinativas concessivas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As conjunções subordinativas concessivas são: embora, mesmo que, ainda que, posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc.
Exemplos: Acompanhou a multidão, embora o tenha feito contra sua vontade; A harmonia do ambiente daquela sala, de súbito, rompeu-se, ainda que havia silêncio.
Conjunções Subordinativas Condicionais

Conjunções subordinativas condicionais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato principal não se realiza). As conjunções subordinativas condicionais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc.
Exemplos: Se você não vier, a reunião não se realizará; Caso ocorra um imprevisto, a viagem será cancelada; Chegaremos a tempo, contanto que nos apressemos.

Conjunções Subordinativas Conformativas
Conjunções subordinativas conformativas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As conjunções subordinativas conformativas são: conforme, segundo, consoante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme).
Exemplos: O debate se desenrolou conforme foi planejado; Segundo o que disseram, não haverá aulas.

Conjunções Subordinativas Finais
Conjunções subordinativas finais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam a finalidade dos atos contidos na oração principal. As conjunções subordinativas finais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo sentido da conjunção para que), que.
Exemplos: Tudo foi planejado para que não houvesse falhas; Cheguei cedo a fim de adiantar o serviço; Fez sinal que todos se aproximassem em silêncio. 

Conjunções Subordinativas Integrantes  
Conjunções subordinativas integrantes são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, predicativos ou apostos). As conjunções integrantes são que e se (empregado esta última em caso de dúvida).
Exemplos: João disse que não havia o que temer (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal); A criança perguntou ao pai se Deus existia de verdade (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal). 

Conjunções Subordinativas Proporcionais 
Conjunções subordinativas proporcionais são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionalidade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As conjunções subordinativas proporcionais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto) mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais etc.
Exemplos: Seu espírito se elevava à medida que compunha o poema; Quanto mais correres, mais cansado ficarás; Quanto menos as pessoas nos incomodam, tanto mais realizamos nossas tarefas.

Conjunções Subordinativas Temporais
Conjunções subordinativas temporais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As conjunções subordinativas temporais são: quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal (equivalente a tão logo), sempre que, etc.
Exemplos: Quando chegar de viagem, me avise; Enquanto todos estavam fora, nada fez de útil.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dia da Língua Nacional


Antonio Carlos Olivieri*

21 de maio é o dia dedicado a homenagear a língua nacional. Língua nacional é aquela que se fala numa nação. Na nossa nação, o Brasil, como você sabe, essa é a língua portuguesa. Então, pode lhe parecer o caso de se perguntar, antes de mais nada: uma coisa tão banal quanto a língua que falamos, que utilizamos a todo instante, até em nossos pensamentos, merece mesmo uma homenagem? 

Para responder essa pergunta, é preciso ter em mente que uma língua não é, de jeito nenhum, algo tão banal quanto parece ser. A língua é um sistema de representação constituído por palavras e por regras que as combinam em frases, as quais os indivíduos de uma comunidade lingüística usam como principal meio de comunicação e de expressãofalado ou escrito.

Nesse sentido, a língua é abstrata como todos os conceitos. Ela só se torna concreta quando é usada por alguém no processo de comunicação. Isso ocorre toda vez que alguém fala ou escreve, de modo que o exemplo mais concreto que se pode oferecer agora é precisamente o texto que você está lendo. Ele foi escrito por alguém e para alguém com a finalidade de comunicar alguma coisa.

Comunidade lingüística

Note que, nesses termos, isso poderia ter sido escrito em qualquer língua, se estivesse sendo escrito em qualquer outro país que não usa a língua portuguesa como meio de comunicação e expressão. E assim se revela a importância da expressão "comunidade lingüística" empregada na definição de língua. Toda língua é o meio de comunicação e expressão de um grupo de pessoas em particular, de uma comunidade específica, de um povo, de uma nação.

Isso deixa claro que há uma relação profunda entre uma língua e o povo que a fala. A língua é o meio de expressar a maneira pela qual esse povo - e nenhum outro - compreende o mundo, assim como é o meio através do qual esse mesmo povo se coloca no mundo. Portanto, a língua traduz a identidade de um povo, seu modo de ser e de estar.

O povo brasileiro se expressa por meio da língua portuguesa, aquela que os colonizadores portugueses trouxeram para nosso território, difundindo-a e fazendo-a tornar-se a forma de comunicação e expressão predominante por aqui. No entanto, a língua do povo brasileiro não é idêntica à do povo português.

Língua e história

O português falado e escrito no Brasil recebeu a influência e a contribuição de diversas outras línguas, especialmente das diversas variações do tupi falado pela maioria das nações indígenas que aqui vivia antes da chegada do colonizador, bem como do idioma ioruba dos povos africanos jejes e nagôs que para cá foram trazidos como escravos. Trata-se de um longo processo que se estendeu ao longo de quase quatro séculos.

No entanto, não foram só as influências africanas e indígenas que ajudaram a moldar o português do Brasil. No século 19, nossa língua também foi influenciada pelo francês, que era falado pelas elites intelectuais do país. Já no início do século 20, vieram as contribuições dos imigrantes, em especial dos italianos, que se estabeleceram nas regiões Sudeste e Sul. Em matéria de línguas estrangeiras, é a influência do inglês que se faz sentir mais notadamente entre o fim do século passado e o atual.

A língua, portanto, é um fenômeno dinâmico, que está sempre evoluindo e se modificando. Desde as origens do português (e de todas as línguas) tem sido assim. A língua portuguesa originou-se do latim, o idioma que o Império Romano difundiu por todo o continente europeu por volta do século 3 a.C. E convém lembrar que esse latim já havia sido bastante influenciado pelo grego, uma vez que a civilização helênica tornou-se um modelo para Roma.

Línguas neolatinas

De qualquer modo, à medida que se afastou do seu centro de difusão, Roma, e se espalhou pelo continente, o latim foi sofrendo modificações e influências de línguas locais e regionais e passando por transformações. As mudanças não decorriam somente de fatores geográficos, mas ainda históricos: a passagem do tempo também contribui para que uma língua se altere. E a alteração pode ser tanta, que ela acaba se tornando outra.

Com o latim essas transformações ocorreram devem ter ocorrido e se acelerado entre o fim do Império romano do Ocidente (século 4 d.C.) e a Idade Média. Deram origem às línguas neolatinas, grupo que abrange principalmente o espanhol,o francês, o italiano, o português e o romeno, mas também o galego, o catalão e o provençal.

O português desenvolveu-se na península Ibérica. Diferenciou-se do que viria a ser o espanhol no século 9, quando o Condado Portucalense se desmembrou dos reinos de Leão e Castela, num processo que originou, respectivamente, Portugal e a Espanha. A língua portuguesa dessa época - o português arcaico - ainda diferia bastante da que falamos hoje.

Gramática e Acordo Ortográfico

Somente por volta do século 16 o português ganhou sua forma "atual", encontrando sua maior expressão escrita em "Os Lusíadas", poema épico de Luís de Camões, que se transformou na principal referência para o estabelecimento de uma gramática da língua portuguesa. Por gramática, pode-se entender o conjunto de normas que determinam o uso de uma língua de modo a uniformizá-la, a torná-la comum e compreensível para todos os que a têm como língua materna.

Essa idéia de uniformização da língua portuguesa ganha um especial destaque no ano de 2008, quando se concluiu o Acordo Ortográfico que pretende padronizar e unificar o modo de se escrever as palavras do português nos países em que hoje ele é falado.

No presente, além de Portugal e do Brasil, o português é a língua nacional de AngolaCabo VerdeGuiné-BissauMoçambiqueSão Tomé e Príncipe, e Timor Leste. Trata-se da quinta língua mais falada no mundo contemporâneo. Ela é um patrimônio comum a mais de 200 milhões de falantes no mundo inteiro.

A idéia que está por trás do Acordo Ortográfico é a de que qualquer falante da língua, independentemente do país de que provém, possa se entender com os outros falantes do português em qualquer país onde ele é a língua nacional.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cacofonia


“É qualquer sequência silábica intervocabular que provoque som desagradável. Ex.: ela tinha,  nosso hino,  por cada limão, uma mala,  boca dela etc.

A cacofonia compreende:

a) o cacófato ( é o som obsceno), Ex.: Hilca ganhou;  ele marca gol; mande-me já isso;  escapei de uma boa hoje.

b) o eco (é a repetição desagradável se terminações iguais), Ex.: Vicente já não sente dores de dente tão frequentemente como antigamente, quando estava no oriente, na casa de um parente doente.

O eco na prosa é um defeito, mas na poesia é o fundamento da rima. Ainda na prosa, quando usado com parcimônia, torna-se uma virtude. Veja-se o caso dos provérbios, em que se procura até forcejá-los: Muito riso, pouco siso; Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Nesse caso o eco recebe o nome de  homeoteleuto.

c) o pararequema (é a aproximação de sons consonantais idênticos ou semelhantes). Ex.: cone negro, vaca cara, pouco caso, vista terrível, uma mala etc.
Recebe o nome de colisão se os sons aproximados forem sibilantes (sê-sê). Ex.: Levante-se cedo, porque o lance será importante!

d) o hiato (é a aproximação de vogais idênticas, geralmente a). Ex.: traga a água, há aula aos sábados.

Quem escreve deve estar atento. Mas, que isso não se torne  um entrave  em seu processo criativo. Como diz Luiz Antônio Sacconi:  “Muitas vezes não é possível fugir a certas cacofonias. Por isso, a ânsia de encontrá-las caracteriza pecado maior que elas próprias”.

Fonte:  SACCONI. Luiz Antônio, Nossa Gramática, Teoria e Prática, Atual Editora, 25ª edição, 1999.