"A verdadeira arte está no som da adoração".(Jamicielle) Que as bençãos de Deus sejam derramadas sobre ti... ^.^

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Resumo do livro: O Auto da Barca do Inferno


O primeiro a embarcar é um Fidalgo, que chega acompanhado de um Pajem, que leva a calda da roupa do Fidalgo e também uma cadeira, para seu encosto.

O Diabo mal viu o Fidalgo e já lhe falou para entrar em sua barca, pois ele iria levar mais almas e mostrar que era bom navegante. Antes disso, o companheiro do Diabo, começou a preparar a barca para que as almas dos que viessem, pudessem entrar.

Quando tudo estava pronto, o Fidalgo dirigiu a palavra ao Diabo, perguntando para onde aquela barca iria. O Diabo respondeu que iria para o Inferno, então o Fidalgo resolveu ser sarcástico e falou que as roupas do Diabo pareciam de uma mulher e que sua barca era horrível. O Diabo não gostou da provocação e disse que aquela barca com certeza era ideal para ele, devido a sua impertinência. O Fidalgo espantado, diz ao Diabo que tem quem reze por ele, mas acaba recebendo a notícia de que seu pai também havia embarcado rumo ao Inferno.

O Fidalgo tenta achar outra barca, que não siga ao Inferno, então resolve dirigir-se a barca do céu. Ele resolve perguntar ao Anjo, aonde sua barca iria e se ele poderia embarcar nela, mas é impedido de entrar, devido a sua tirania, pois o Anjo disse que aquela barca era muito pequena para ele, não teria espaço para o seu mau caráter.

O Diabo começa a fazer propaganda de sua barca, dizendo que ela era a ideal, a melhor. Assim, O Fidalgo desconsolado, resolve embarcar na barca para o Inferno. Mas antes, o Fidalgo queria tornar a ver sua amada, pois ele disse que ela se mataria por ele, mas o Diabo falou que a mulher na qual ele tanto ama, estava apenas enganando- o, que tudo que ela lhe escrevia era mentira. E assim, o Diabo insistia cada vez mais para que o Fidalgo esquecesse sua mulher e que embarcasse logo, pois ainda viria mais gente.

O Diabo manda o Pajem, que estava junto com o Fidalgo, ir embora, pois ainda não era sua hora. Logo a seguir, veio um agiota que questionou ao Diabo, para onde ele iria conduzir aquela barca. O Diabo querendo conduzi-lo a sua barca, perguntou por que ele tinha demorado tanto, e o Agiota afirmou que havia sido devido ao dinheiro que ele queria ganhar, mas que foi por causa dele que ele havia morrido e que não sobrou nem um pouco para pagar ao barqueiro.

O Agiota não quis entrar na barca do Diabo, então resolveu dirigir-se à barca do céu. Chegando até a barca divina, ele pergunta ao Anjo se ele poderia embarcar, mas o Anjo afirmou que por ele, o Agiota não entraria em sua barca, por ter roubado muito e por ser ganancioso. Então, negada a sua entrada na barca divina, o Agiota acaba entrando na barca do Inferno.

Mais uma alma se aproximou, desta vez era um Parvo, um homem tolo que perguntou se aquela barca era a barca dos tolos. O Diabo afirmou que era a barca dos tolos e que ele deveria entrar, mas o Parvo ficou reclamando que morreu na hora errada e o Diabo perguntou do que ele havia morrido, e o Parvo sendo muito sutil respondeu que havia sido de caganeira.

O Parvo ao saber aonde aquela barca iria, começou a insultar o Diabo e foi tentar embarcar na barca divina. O Anjo falou que se ele quisesse, poderia entrar, pois ele não havia feito nada de mal em sua vida, mas disse para esperar para ver se tinha mais alguém que merecia entrar na barca divina.

Vem um sapateiro com seu avental, carregando algumas fôrmas e chegando ao batel do inferno, chama o Diabo. Ele fica espantado com a maneira na qual o sapateiro vem carregado, cheio de pecados e de suas fôrmas.

O sapateiro tenta enrolar o Diabo, dizendo que alí ele não entraria pois ele sempre se confessava, mas o Diabo joga toda a verdade na sua cara e o manda entrar logo em sua barca. O sapateiro tenta lhe dizer todas as feitorias que havia feito, na tentativa de conseguir entrar no batel do céu, mas o Anjo lhe diz que a "carga" que ele trazia não entraria em sua barca e que o batel do Inferno era perfeito para ele. Vendo que não conseguiu o que queria, o sapateiro se dirige à barca do Inferno e ordena que ela saia logo.

Chegou um Frade, junto de uma moça, carregando em uma mão um pequeno escudo e uma espada, na outra mão, um capacete debaixo do capuz. Começou a cantarolar uma música e a dançar.

Ele falou ao Diabo que era da corte, mas o próprio perguntou-lhe como ele sabia dançar o Tordião, já que era da corte. O Diabo perguntou se a moça que ele trazia era dele e se no convento não censurvam tal tipo de coisa. O Frade por sua vez diz que todo no convento são tão pecadores como ele e aproveitou para perguntar para onde aquela barca iria. Ao saber para onde iria, ficou inconformado e tenta entender porque ele teria que ir ao Inferno e não ao céu, já que era um frade. O Diabo lhe responde que foi devido ao seu comportamento durante a vida, por ter tido várias mulheres e por ter sido muito aventureiro. Assim, o Frade desafia o Diabo, mas este não faz nada e apenas observa o que o Frade faz.

O Frade resolve puxar a moça para irem ao batel do Céu, mas lá se encontram com o Parvo, que pergunta se ele havia roubado aquela espada que ele carregava. O Frade completamente arrasado, finalmente se convence que seu destino é o inferno, pois até mesmo o Parvo zombou de sua vida e de seus pecados. Dirigiu-se a barca do Inferno, resolve embarcar junto com a moça que o acompanhava.

Assim que o Frade embarcou, veio a alcoviteira Brísida Vaz, chamando o Diabo, para saber em qual barca ela haveria de entrar. O companheiro do Diabo lhe disse que ela não entraria na barca sem Joana de Valdês.

Ela foi relatando o que estava trazendo para a barca e afirmava que iria para o Paraíso, mas o Diabo dizia que sua barca era o seu lugar, que ela teria que ficar alí.

Brísida vai implorar de joelhos ao Anjo, que esse a deixe entrar em sua barca, pois ela não queria arder no fogo do inferno, dizendo que tinha o mesmo mérito de um apóstulo para entrar em sua barca. O Anjo, já sem paciência, mandou-lhe que fosse embora e que não lhe importunasse mais.

Triste por não poder ir para o Paraíso, Brísida vai caminhando em direção ao batel do Inferno e resolve entrar, já que era o único lugar para onde ela poderia ir.

Logo após o embarque de Brísida Vaz, veio um Judeu, carregando um bode, na qual fazia parte dos rituais de sacrifício da religião hebráica. Chegando ao batel dos danados, chama o marinheiro, que por acaso era o Diabo; perguntando a quem pertencia aquela barca. O Diabo questiona se o bode também iria junto com o Judeu, esse por sua vez afirma que sim, mas o Diabo o impede pois ele não levava para o Inferno, os caprenos.

O Judeu resolve pagar alguns tostões ao Diabo, para que ele permita a entrada do bode; disse que por meio do Semifará ele seria pago. Vendo que não consegue, ele xinga o Diabo e roga-lhe várias pragas, apenas por não fazer a sua vontade.

O Parvo, para zombar o Judeu, perguntou se ele havia roubado aquela cabra, e aproveitou para xinga-lo. Afirmou também que ele havia mijado na igreja de São Gião e que teria comido a carne da panela do Nosso Senhor. Vendo que o Judeu era uma péssima pessoa, o Diabo ordenou-lhe logo que entrasse em sua barca, para não perderem tanto tempo com uma discussão tola.

Depois que o Judeu embarcou, veio um Corregedor, carregado de feitos, que quando chegou ao batel do Inferno, com sua vara na mão, chamou o barqueiro. O barqueiro ao vê-lo, fica feliz, pois esta seria mais uma alma que ele conduziria para o fogo ardente do Inferno. O Corregedor era um amante da boa mesa e sua carga era qualificada como "gentil" , pois tratava-se de processos relativos a crimes, que era um conteúdo muito agradavel para o Diabo. Ele era ideal para entrar na barca do Inferno, pois durante sua vida, ele era um juíz corrupto e que aceitava Perdizes como suborno.

O Diabo começa a falar em latim com o Corregedor, pois era usado pela Justiça e pela Igreja, além de ser a lingua internacional da cultura. Ele ordena ao seu companheiro que este apronte logo a barca e que se prepare para remar rumo ao Inferno.

Os dois começam a discutir em latim, pois o Corregedor por ser achar superior ao Diabo, pensa que só porque era um juíz prestigiado, não teria que entrar em sua barca. O Diabo vai perguntando sobre todas as suas faucatruas, até citando sua mulher no meio, que aceitava suborno dos judeus, mas o Corregedor garantiu que com isso ele não estava envolvido, que estes eram os lucros de sua mulher, e não dele.

Enquanto o Corregedor estava nesta conversa com o Arrais do Inferno, chegou um Procurador, carregando vários livros. Resolve falar com o Corregedor, espantado por encontra-lo aí, questiona para onde ele iria, mas o Diabo responde pelo Corregedor e diz que iria para o Inferno, mas que também era bom ele ir entrando logo, para retirar a água que estava entrando na barca.

O Corregedor e o Procurador não quiseram entrar na barca, pois eles tinham fé em Deus e também porque havia outra barca em melhores condições, que os conduziria para um lugar mais ameno. Quando chegam ao batel divíno, o Anjo e o Parvo zombam de suas ações, que eles não tinham o direito de entrar alí, pois tudo que eles haviam feito de ruim, estava sendo pago agora, com a ida de suas almas para o Inferno. Desistindo de ir para o paraíso, os dois ao entrarem no batel dos condenados, encontram Brísida Vaz. Ela por sua vez, se sentiu aliviada por estar alí, pois enquanto estava viva foi muito castigada pela Justiça.

Veio um homem que morreu enforcado e ao chegar ao batel dos mal-aventurados, começou a conversar com o Diabo. Ele tentou explicar porque ele não iria no batel do Inferno, que ele havia sido perdoado por Deus ao morrer enforcado, mas isso não passou de uma mentira, pois ele teria que morrer e arder no fogo do Inferno devido aos seus erros. Desistindo de tentar fugir de seu futuro, ele acaba obedecendo as ordens do Diabo para ajudar a empurrar a barca e a remar, pois o horário de partida estava próximo.

Depois disso, vieram quatro Cavaleiros cantando, na qual cada um trazia a Cruz de Cristo, pelo Senhor e também para demonstrar a sua fé, pois eles haviam lutado em uma Cruzada contra os Mulçumanos, no norte da África. Absolvidos da culpa e pena, por privilégio dos que morreram em guerra, foram cantarolando felizes indo em direção ao batel do Céu.

Ao passarem na frente do batel do Inferno, cantando, segurando suas espadas e escudos, o Diabo não resiste e os pergunta porque eles não pararam para questionar para onde sua barca iria. Convidando-os para entrar, o Diabo recebe uma resposta não muito agradável de um dos Cavaleiros, pois esse disse que quem morresse por Jesus Cristo, não entraria em tal barca.

Tornaram a prosseguir, cantarolando, em direção à barca da Glória, que quando eles chegaram nela, o Anjo os recebeu muito bem e disse que estava à espera deles por muito tempo. Sendo assim, os quatro Cavaleiros embarcaram e tomaram rumo em direção ao Paraíso, já que morreram por Deus e porque eram livres de qualquer

pecado.

AUTOR DO LIVRO: Gil Vicente

O Que é Leitura?




MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense,1982.


Resumo: Processo de compreensão e interpretação do mundo, leitura do mundo procede à leitura da palavra. Quando falamos em leitura, logo imaginamos alguém lendo jornal, uma revista, folheto e o mais comum e imaginar alguém lendo livros, o ato de ler e em geral semelhante com a escrita e o leitor visto como decodificador, um procedimento utilizado pelo leitor para identificação das relações grafemas (letras) e fonemas (sons) decifração de pequenas unidades.
      Geralmente nós passamos anos olhando um objeto sem de fato tê-lo enxergado, sempre pondo limites nunca vimos o que esta além daquele objeto, mas um dia sem motivo nenhum você olha para aquele vaso e percebe que a algo diferente nele, o formato a cor a figura que representa o seu conteúdo  passam a ter sentido melhor, a partir  daí estabelece uma relação de amizade entre nós e esse objeto , houve uma ação de fatores pessoais com o momento tudo aconteceu talvez sem planejar sem intenção consciente, mas porque houve uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias, pode acontecer também com relação as pessoas com quem convivemos, ambientes e situações cotidianas, causando um impacto uma surpresa ate uma revelação.
       Paulo Freire diz: “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquela.” Através dos nossos primeiros contatos com o mundo, percebemos o calor e o aconchego de um berço diferentemente das mesmas sensações provocados pelos braços carinhosos que nos enlaçam. Novamente Paulo Freire diz: “ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão midiatizada pelo mundo”. Para aprender a ler e compreender o processo de leitura não estamos sozinhos, no qual necessitamos de algumas orientações dos professores, uma vez proposta às instruções uniformizadas, elas não raro causam mais confusão do que auxiliam.
       Vários escritores que tem recriado a aprendizagem da leitura apresentam-na como algo mágico, senão enquanto ato processo de descoberta de um universo desconhecido. Para burroughs e Sartre o conhecimento da língua não é suficiente para a leitura ser efetiva. A psicanálise enfatiza que tudo quanto de fato impressionou a nossa mente jamais é esquecida, o aprendizado e a leitura significam conquista de autonomia.
       O conceito de leitura está  na capacidade sendo ela na cultura do indivíduo que as pratica, a leitura necessita de prática, não importa o nível social que ela está na política, no convívio  econômico pessoal do homem. Os gregos já tinham sua praticidade na educação entre os intelectuais, mas já existia a leitura, era um começo, pois hoje há tantos meios de se transformarem o analfabeto em um grande  sábio. No entanto muitos não conhecem o alfabeto, tendo a necessidade de amplia-mento na escolaridade e leitura, o incentivo familiar  e até o próprio esforço.
      O aprendizado era na de forma decorar as letras, assim prosseguia a leitura do individuo e hoje no meio de tanto ensino ainda existem professores com a mesma forma de ensino. Muitos aprendem na escola onde é o começo para usufruir um aprendizado real e continuo, embora muitos aprendessem, porque uma vez que aprendem não se esquece, cabe ao educador passar ao aluno seu aprendizado e transmitir o necessário para um bom desenvolvimento.  O mais obvio seria que todos  tomassem atitude de lê para ajudar, mas existe uma crise grande no Brasil que está na monopolização dos livros e publicação e distribuição dos livros às bibliotecas que também deixa muito a desejar. Escolas estão formando alunos que pouco se usa as leituras, então eles acabam por adquirir esse hábito e não pratica sua própria escrita. Podemos ver que há necessidade de aprendizado e de ensino qualificado, pois a função do educador não esta na forma de ensinar mais de criar maneiras para chamar atenção com meios próprios. Para ler precisa do nosso próprio interesse pessoal, pois ela exige praticidade e compreensão.

 O ATO DE LER OS SENTIDOS, EMOÇÕES E RAZÃO.

      Como já foi afirmado não há definições, regras, receitas, e formas para a leitura, o propósito é compreender a leitura. Para facilitar a leitura podemos partir de três princípios básicos; Leitura sensorial, emocional e racional.

LEITURA SENSORIAL
      A leitura sensorial começa bem cedo e nos segue por toda a vida e consiste no primeiro contato com aquilo que está sendo lido, quando pegamos uma revista, jornal, livros, enfim no ato que está sendo observado já podemos ter uma noção do que se trata o material, através das figuras e imagens podemos ter uma ideia se vamos gostar ou não da obra.
      Podemos encontrar a leitura sensorial em objetos como; rádio, uma foto, uma obra de algum escritor famoso, uma relíquia, enfim a leitura sensorial esta em toda parte, em todos os lugares, esses três conceito de leitura são inter-relacionados.
      Quando ainda criança não sabe ler as palavras, mas começamos a interpretar o sentido da vida, ao tocarmos nos primeiros objetos, dar os primeiros passos descobrir as coisas já está fazendo leitura sensorial e é o que fica para toda a vida.

         LEITURA EMOCIONAL
      Sob o ponto de vista da cultura letrada, se a leitura sensorial é classificada em menor teor de intelectualidade, A leitura emocional também tem suas limitações pela falta de objetividades. Pois quando agimos pela emoção deixamos de ser objetivos, claros e às vezes perdemos até o controle da situação, uma pessoa em um estado emocional pode desempenhar um ato imaginário ou fictício de algo podendo extrair vantagens momentâneas ou frustrações diante de fortes emoções, Ao lermos uma obra ou assistirmos um filme de forma não racional podemos não alcançar o objetivo daquilo que está sendo proposto, levando o indivíduo a um estado de fragilidade.
      E quando nos percebemos dominados pelos sentimentos, nossa reação tende a ser de refreá-los, ou negá-los, por respeito humano, esse são os pontos pelos quais procuramos justificar uma leitura emocional. 
 
LEITURA RACIONAL
      A leitura racional é diferente da  sensorial e da emocional, pois a leitura sensorial precisa de sentir o texto, já a leitura racional não tem a necessidade desse ato; temos a leitura emocional que coloca as suas emoções dentro daquilo que esta lendo, ao contrário da leitura racional que só precisa compreendê-lo.
      Essa leitura só foca no ato de visar mais o texto, ela procura informações que possa levar o leitor a ter indagações sobre o assunto, a pessoa possa se interessar mais em aprender e também se esforçar para fazer com que o leitor não aceite todas as ideias que ali é proposta. A leitura racional só é mesmo válida e compreendida quando o indivíduo teve ao longo de sua vida várias leituras que, ajudam muito no processo de ser um bom crítico, que entra as exigências, a procura de mais conhecimento, o interesse, e outros. Todo texto tem sentido e um propósito, ele não revela o seu enigma ou seu segredo, para que o leitor ao ler possa sentir duvidas ao ponto de querer ler mais e descobrir o ponto exato que o texto quer falar, mas isso só ocorre quando a um certo tempo de leitura, esse ato de leitura não é para qualquer um, então temos que procurar ler muito para entender o que os autores discorrem em suas obras.

A INTERAÇÃO DOS NÍVEIS DE LEITURA
      As leituras mencionadas acima, uma completa a outra, pois precisamos da leitura sensorial para quem esta começando o ato de ler que, logo vem a emocional, onde o indivíduo expõe as suas emoções diante daquilo que esta sendo lido, é quando chega ao ponto de esta pessoa querer entender melhor o texto, livro, poesia, entre outras obras.
      Esse modo de interação dos níveis de leitura é quando o leitor achega-se melhor ao parâmetro do verdadeiro ato de ler. Muitos deduzem em que nível se encontra na leitura, mas só se sabe realmente qual o nível de acordo com a dinâmica que ele tem com o texto e, a cada leitura feita é um novo conhecimento que esta sendo adquirido, mesmo se for lido um texto por mais de duas vezes, a pessoa adquiri novas conclusões em relação ao texto.

terça-feira, 19 de março de 2013

LINGUAGEM, LÍNGUA, FALA E NÍVEIS DE LINGUAGEM


LINGUAGEM: é todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos de comunicação. Pode ser verbal e não-verbal.

a). verbal: aquela cujos sinais são as palavras
b). não-verbal:  aquela que utiliza outros sinais que não as palavras.  LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais,  o conjunto dos sinais de trânsito, mímica etc. constituem tipos de linguagem não-verbal.

LÍNGUA: é um tipo de linguagem; é a única modalidade de linguagem baseado em palavras. O alemão e o português são línguas diferentes.
           
Língua é a linguagem verbal utilizada por um grupo de indivíduos que constitui uma comunidade.

FALA: é a realização concreta da língua, feita por um indivíduo da comunidade num determinado momento. É um ato individual que cada membro pode efetuar com o uso da linguagem.


NÍVEIS DE LINGUAGEM

            A linguagem tem normas, princípios que precisam ser obedecidos. Geralmente, achamos que essas regras dizem respeito apenas à gramática normativa. Para a grande maioria das pessoas, expressar-se corretamente em língua portuguesa significa não cometer erros de ortografia, concordância verbal, acentuação etc. Há, no entanto, outro erro, mais comprometedor do que o gramatical, que é o de inadequação de linguagem ao contexto.
            Em casa ou com amigos, nós empregamos uma linguagem mais informal do que nas provas da escola ou em uma entrevista para emprego. Ao conversar com os avós, não convém utilizar algumas gírias, pois eles poderiam ter dificuldades em nos compreender. Numa dissertação solicitada num vestibular ou um concurso público já precisamos empregar um vocabulário mais formal. Esses fatos nos levam a concluir que existem níveis de linguagem.
            Vejamos alguns níveis de linguagem:

a) NÍVEL FORMAL-CULTO OU PADRÃO: trata-se de uma linguagem mais formal, que segue os princípios da gramática normativa. É empregada na escola, no trabalho, nos jornais e nos livros em geral. Observe este trecho de jornal:

A polêmica não é nova, nem deve extinguir-se tão cedo. Afinal qual a legitimidade e o limite do uso de recursos públicos para salvaguardar a integridade do sistema financeiro? (...)
( Folha de São Paulo, 14 de março de 1996, Editorial)

b) NÍVEL COLOQUIAL-POPULAR: é a linguagem empregada no cotidiano. Geralmente é informal, incorpora gírias e expressões populares e não obedece às regras da gramática normativa. Veja estes exemplos:
“Sei lá! Acho que tudo vai ficar legal. Pra que então ficar esquentando muito? Me parece que as coisas no fim sempre dão certo”.

Estou preocupado. ( norma culta)
            Tô preocupado. ( língua popular)
            Tô grilado. ( gíria, limite da língua popular )
           

c) PROFISSIONAL OU TÉCNICO: é a linguagem que alguns profissionais, como advogados, economistas, médicos, dentistas etc. utilizam no exercício de suas atividades.

d) ARTÍSTICO OU LITERÁRIO: é a utilização da linguagem com finalidade expressiva pelos artistas da palavra ( poetas e romancistas, por exemplo) alguns gramáticos já incluem este item na linguagem culta ou padrão.

Dominar uma língua, portanto, não significa apenas conhecer normas gramaticais, mas, sobretudo empregar adequadamente essa língua em várias situações do dia-a-dia: na escola, no trabalho, com os amigos, num exame de seleção, no trabalho.

BIBLIOGRAFIA

1. MAIA.João Domingues, Português ,Novo Ensino Médio, vol. Único,Editora Ática,SP, 3a edição, 2000.
2. CADORE. Luís Agostinho, Curso Prático De Português,, volume único, Editora Ática, SP, 3a ed., 1995.
3. PLATÃO ET FIORIN, Lições de textos: leitura e redação, Editora Ática, SP, ,3a edição, 1998.
4. INFANTE. Ulisses, Curso de Gramática Aplicada aos textos, 2ª edição, SP, Scipione, 1995.
5. MESQUITA. Roberto Melo, Gramática da Língua Portuguesa, 3ª edição, SP, Saraiva, 1995.


Dicas para Analisar, Compreender e Interpretar Textos


É comum encontrarmos alunos se queixando de que não

sabem interpretar textos. Muitos tema versão a exercícios

nessa categoria. Acham monótono, sem graça, e outras 

vezes dizem: cada um tem o seu próprio entendimento do 


texto ou cada um interpreta a sua maneira. 

No texto literário, essa idéia tem algum fundamento, tendo 

em vista a linguagem conotativa, os símbolos criados, mas 

em texto não-literário isso é um equívoco. Diante desse 

problema, seguem algumas dicas para você analisar, 

compreender e interpretar com mais proficiência.


1º - Crie o hábito da leitura e o gosto por ela. Quando nós 

passamos a gostar de algo, compreendemos melhor seu 

funcionamento. Nesse caso, as palavras tornam-se 

familiares a nós mesmos. Não se deixe levar pela falsa 

impressão de que ler não faz diferença. Também não se 

intimide caso alguém diga que você lê porcaria. Leia tudo 

que tenha vontade, pois com o tempo você se tornará mais 

seleto e perceberá que algumas leituras foram superficiais e, 

às vezes, até ridículas. Porém elas foram o ponto de partida 

e o estímulo para se chegar a uma leitura mais refinada. 

Existe tempo para cada tempo de nossas vidas. Não fique 

chateado com comentários desagradáveis.


- Seja curioso, investigue as palavras que circulam em seu 

meio.


- Aumente seu vocabulário e sua cultura. Além da leitura, 

um bom exercício para ampliar o léxico é fazer palavras 

cruzadas.


- Faça exercícios de sinônimos e antônimos.


- Leia verdadeiramente. Somos um País de poucas 

leituras. Veja o que diz a reportagem, a seguir, sobre os 


estudantes brasileiros. 


Dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos 

(Pisa) revelam que, entre os 32 países submetidos ao 

exame para medir a capacidade de leitura dos alunos, o 

Brasil é o pior da turma. A julgar pelos resultados do Pisa, 

divulgados no dia 5 de dezembro, em Brasília, os estudantes 

brasileiros pouco entendem do que lêem. O Brasil ficou em 

último lugar, numa pesquisa que envolveu 32 países e 

avaliou, sobretudo, a compreensão de textos. No Brasil, as 

provas foram aplicadas em 4,8 mil alunos, da 7a série ao 2º 

ano do Ensino Médio.


- Leia algumas vezes o texto, pois a primeira impressão 

pode ser falsa. É preciso paciência para ler outras vezes. 

Antes de responder as questões, retorne ao texto para sanar 

as dúvidas.


- Atenção ao que se pede. Às vezes a interpretação está 

voltada a uma linha do texto e por isso você deve voltar ao 

parágrafo para localizar o que se afirma. Outras vezes, a 

questão está voltada à idéia geral do texto.




- Fique atento a leituras de texto de todas as áreas do 
conhecimento, porque algumas perguntas extrapolam ao que 

está escrito.

João Gostoso


João Gostoso era carregador de feira livre e morava no 

morro da Babilônia num barracão sem número 

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro 

Bebeu 

Cantou 

Dançou 

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu 

afogado.

Manuel Bandeira

Gestão do Tempo



Um consultor, especialista em gestão do tempo, quis surpreender a Assistência numa conferência. Tirou debaixo da mesa um frasco grande de boca larga. 
Colocou-o em cima da mesa, junto a uma bandeja com Pedras do tamanho de um punho, e perguntou: 
-"Quantas pedras pensam que cabem neste frasco?" 
Depois dos presentes fazerem suas conjecturas, começou a meter pedras até Que encheu o frasco. E aí perguntou: 
-"Está cheio?" 
Todos olharam para o frasco e assentiram que sim. Então ele tirou debaixo da mesa um saco com gravilha (pedrinhas pequenas, menores que a "brita"). 
Colocou parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. 
As pedrinhas penetraram pelos espaços deixados pelas pedras grandes. 
O consultor sorriu com ironia e repetiu: 
-"Está cheio?" 
Desta vez os ouvintes duvidaram: 
-"Talvez não.", responderam. 
- "Muito bem!", disse ele, e pousou na mesa um saco com areia que começou a despejar no frasco. A areia infiltrava-se nos pequenos buracos, deixados pelas pedras e pela gravilha. 
-"Está cheio?", perguntou de novo. 
-"Não!", exclamaram os presentes. Então o consultor pegou uma jarra com água e começou a derramar para dentro do frasco. O frasco absorvia a água sem transbordar. 
-"Bom, o que acabamos de demonstrar?", perguntou. 
Um ouvinte, mais afoito, arriscou: 
-"Que não importa o quão cheia está a nossa agenda; se quisermos, sempre conseguimos fazer com que caibam mais compromissos." 
-"Não!", concluiu o especialista, "o que esta lição nos ensina é que se não colocarem as pedras grandes primeiro, nunca poderão colocá-las depois... 
E quais são as grandes pedras nas nossas vidas? A pessoa amada, nossos filhos, os amigos, os nossos sonhos e desejos, a nossa saúde. 
Lembrem-se: ponham-nos sempre primeiro. O resto encontrará o seu lugar!" 

Autor Desconhecido

ONOMATOPÉIA